“A tecnologia pode acrescentar custo sem agregar valor”, considera John Pironti, presidente da IP Architects.
Adicionar mais tecnologia às ameaças de segurança à medida que elas surgem não é a melhor prática se o objetivo é proteger os dados mais valiosos ao melhor preço, segundo vários participantes do Interop 2011, realizado esta semana em Las Vegas.
“A minha visão do mundo é a de que compramos produtos de segurança demais”, diz John Pironti, presidente da IP Architects. “Se todas estas tecnologias funcionam, porque temos falhas de segurança todas as semanas”?
Pironti considera que as medidas de segurança são muito caras e de eficácia questionável. Software anti-vírus detectam apenas 30% dos vírus, aproximadamente. E algumas tecnologias de segurança funcionam de forma contraditória, segundo ele. Por exemplo, criptografar dados enviados para as redes pode impedir que sejam lidos por atacantes, mas também pode os tornar invisíveis em processos de recuperação no caso de perda, diz.
“A tecnologia pode acrescentar custo sem agregar valor”, considera.
Empresas que recuam, reveem os riscos, identificam e classificam os seus dados e desenvolvem um plano para lidar com problemas previsíveis acabam tendo melhores defesas e implantadas mais eficazmente, diz ele, que destaca cinco etapas a serem seguidas para tal:
- Desenvolver um perfil de risco da informação para o negócio. Isto inclui descobrir quais os dados que têm valor para a empresa, o que é uma perda aceitável, como essa perda afeta parceiros e fornecedores, quais os controles que serão necessários e assim por diante.
- Mapear os processos de negócio e controlar a forma como os dados se movem através desses processos. Isso inclui determinar se os dados podem ser tratados de forma mais eficiente. Por exemplo, bases de dados centralizadas, em vez de bases de dados distribuídas, podem reduzir a complexidade da rede e, consequentemente, melhorar a segurança.
- Inventário de ativos para determinar onde estão todos os dados empresariais. Isto pode ser surpreendente, diz Pironti, porque eles podem estar em dispositivos como smartphones e tablets dos empregados. O que obriga a classificar os dados e estabelecer controles para cada classe.
- Realizar análises periódicas de ameaças e vulnerabilidades e montar cenários de defesa, identificando as providências necessárias para cada caso.
- Identificar e implementar controles apropriados com base nas quatro etapas anteriores. Considere se os controles custam mais do que a desvantagem de comprometer os dados que protegem. Eduque os usuários para um comportamento seguro na rede – por exemplo, manter os dados sensíveis fora de dispositivos portáteis. E não deixe de verificar se os controles não bloqueiam as tarefas necessárias para a realização de negócios.
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